quarta-feira, 11 de março de 2009

Impressões sobre a Norma de Bellini, do meu amigo José Carlos Cidade

Tenho um amigo que adora ópera. E escreve muito bem. Este é um dos textos dele. Aproveitem!!! Um dia quem sabe ele faz um blog dele!
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Impressões sobre a Norma de Bellini
(escrito por José Carlos Cidade)

Existem inúmeras gravações da ópera Norma, do compositor italiano nascido na Sicília, Vincenzo Bellini, na voz da sopra grego-americana Maria Callas. Cada vez que me deparo com uma delas, tenho a oportunidade de sonhar que estou vendo a minha cantora favorita ao vivo, nos muitos teatros onde ela se transformou – mais de 90 vezes!- na sacerdotisa que sacrifica o amor pelo homem amado e a sua própria vida pela integridade dos dois filhos.

O enredo

A ópera conta a história de Norma, uma sacerdotisa druida que comandava o exército do seu povo contra os invasores romanos, mas que, secretamente, tem um relacionamento com um soldado inimigo, Pollione, pai de seus dois filhos, também mantidos no anonimato. Paralelamente, esse soldado está cortejando a aspirante a sacerdotisa, Adalgiza, que é fiel à Norma e a seu povo, mas que está prestes a se entregar a Pollione, como Norma fizera no passado.

Angustiada por estar se sentindo atraída por um soldado do povo inimigo, Adalgiza vai se confessar com Norma, mas oculta o nome do seu pretendente, até que este aparece, dando início a uma cena de grande tensão dramática, em que Pollione assume sua paixão por Adalgiza, diante da mãe de seus filhos, ao mesmo tempo em que Norma maldiçoa o seu amado e ordena que a sua concorrente o siga. Esta cena é um dos pontos altos da ópera e termina num superagudo da protagonista.

Tomada de ódio e angústia, Norma pensa em matar os filhos para se vingar de Pollione, mas não encontra coragem. Porém, decide suicidar-se e pede a Adalgiza que cuide das crianças. Esta convence a sacerdotisa a desistir do intento e jura fidelidade à amiga, decidindo não mais encontrar Pollione.

Mais tarde, ao saber que Pollione insistia em cortejar Adalgiza, decide convocar o povo druida a atacar o exército romano, proclamando guerra aos inimigos. Nesse interim, Pollione é capturado em território druida e é interrogado por Norma. Segue-se um dueto de grande intensidade dramática, ao fim do qual a sacerdotisa, enfurecida, informa ao romano a sua decisão de revelar a seu povo a existência de uma sacerdotisa que estava infringindo as leis, ao flertar com um romano.

Norma convoca o povo e se prepara para revelar o nome da sacerdotisa perjura, que deveria ser queimada como castigo por infringir as leis. Desesperado, Pollione implora à Norma para não denunciar Adalgiza, mas a sacerdotisa surpreende a todos ao revelar ser ela mesma a mulher que traiu o seu povo.

Diante do espanto geral e da negação do próprio Pollione, Norma afirma não estar mentindo e ordena a seu povo acender a fogueira para a punição. Pronta a se sacrificar por suas faltas, Norma faz um último pedido a seu pai, Oroveso, que até então de nada tinha conhecimento. Pede para proteger seus filhos contra a fúria do seu povo. Mas o ancião, surpreso e irritado com a revelação, se nega a atender à súplica.

A cena final é uma das mais comoventes de todo o repertório lírico, uma vez que mostra a protagonista implorando a Oroveso para não punir as crianças pelos seus erros. Quando este finalmente promete protegê-los, Norma sublima o sacrifício por que iria passar, se dizendo feliz por ter conseguido poupar os filhos.


Sobre a gravação, realizada ao vivo em Trieste


O som é medíocre, o disco salta de vez em quando, engolindo algumas frases, há ruídos desagradáveis, sentimo-nos proprietários exclusivos de uma gravação pirata, em que todas as imperfeições perdem a importância perto do valor histórico e artístico.

Trata-se, na verdade, de um valioso documento de um dos momentos mais felizes e grandiosos da Norma que entrou para a história pela voz da sua mais aclamada intérprete. Maria Callas está cantando divinamente. Assim que a cantora entra para iniciar o recitativo que precede a célebre e difícil Casta Diva, a platéia se manifesta entusiasticamente, o que deve ter gerado uma certa tensão na intérprete.

O recitativo começa com a voz num volume um pouco abaixo do habitual, mas não demora para a intérprete se transformar na poderosa e apaixonada sacerdotisa, tecendo as frases da “Casta Diva”, com sua grande maestria, utilizando o pianíssimo como jamais tinha ouvido igual. Em seguida vem a cabaletta, que culmina com um robusto e longo super agudo. Daí pra diante, se sucedem momentos de muito brilho e intensidade, tanto por parte da protagonista, como também por Adalgiza, cantada por Helena Nicolai. No competitivo mundo da ópera na década de 50, percebe-se uma luciférica competição, quando ambas entram numa disputa de fôlegos. É como se quisessem se superar, prolongando os agudos sem demonstrarem estar fazendo nenhum esforço. Excepcional!

A interpretação e os sons produzidos por Callas merecem cada um deles uma dissertação à parte, sobre a entrega e a intensidade da cantora. Ela não apenas canta e interpreta Norma, mas passa a ser e a viver a personagem na pele e nas vísceras.

Quando Pollione aparece no trio do final do primeiro ato, com Franco Corelli mostrando por que foi o maior tenor dramático da segunda metade do século XX, entramos num furação de vozes em ebulição, que culmina num longo ré agudo da Callas no final do trio entre soprano, mezzo soprano e tenor. Mais do que um superagudo, é uma nota que mostra o desespero de uma mulher que flagra o amante uma outra mais jovem. Magnífico!

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Do blog de uma linda amiga ...

"Farsante

Esta vida
estampada em fotos coloridas
sorrisos
muitos amigos.
Esta vida
cheia de sol
de mar
e de alegrias...
Esta vida...
não é minha."

(by Clara Vasconcellos)

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Não sei, acho que aconteceu de novo! E como será bom se for verdadeiro ...

domingo, 18 de maio de 2008

Um dia, a despedida. Caio Fernando Abreu apropriado. Mas aí o tempo passou, os sentimentos adquiriram novos vernizes, cores e (dis)sabores. Mas ficou a poesia daquele papel escrito a mão. E a lembrança reinventada: "deixa eu te dizer antes que o ônibus parta que você cresceu em mim de um jeito completamente insuspeitado, assim como se você fosse apenas uma semente e eu plantasse você esperando ver uma plantinha qualquer, pequena, rala, uma avenca, talvez samambaia, no máximo uma roseira, mas nunca, em nenhum momento essa coisa enorme que me obrigou a abrir todas as janelas, e depois as portas, e pouco a pouco derrubar todas as paredes e arrancar o telhado ..."

sexta-feira, 9 de maio de 2008

E de repente
Não mais que de repente ...

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

http://www.youtube.com/watch?v=LrPKYf--Rmw

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Então, já que é carnaval,
Desinventemo-nos ...

sábado, 19 de janeiro de 2008

16/01/2008
"TPTSP..."

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Às vezes não há atalhos ... o caminho deve ser percorrido por inteiro.

LA - 2007/08

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

... e agora, José?
A festa acabou ...?

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Bom é o dia de amanhã - o primeiro ... coisa primeira é sempre mágica!

sábado, 3 de novembro de 2007

Batatinha


sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Era só um gato ...

Era só um gato ...

Comunico o falecimento do meu gato Batatinha
Era só um gato – vira-lata, gordinho, peludinho, rabugento, que vivia me arranhando
Era só um gato que acordava às cinco da manhã para me pedir comida
Que miava para pedir que eu abrisse a torneira para ele beber água da bica
Era só um gato que aguardava os sábados e domingos para correr para a mesa da sala para comer o atunzinho que eu colocava para ele
E que se escondia quando o interfone tocava
Era só um gato que corria para o banheiro para pedir que eu o escovasse
Era só um gato que me perturbava, me enchia o saco e com o qual eu mais brigava
E que foi testemunha dos piores e melhores momentos da minha vida
Era só um gato que eu adotei um dia
Era só um gato de 5 anos que, de repente, se foi
E me deixou a pessoa mais triste do mundo
Perplexa por perceber como um gato podia significar tanto na minha vida
Era só um gato que eu nem sei se gostava de mim
Agora ele é só uma lembrança que não mia mais, só dói.
E como dói.
TM – 15/10/2007

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

"Não vemos as coisas como elas são, nós as vemos como nós somos"
(Anaïs Nin )

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

I did my way ...

sábado, 29 de setembro de 2007

E porque hoje é sábado ... há a esperança do domingo! Então era só isto? Ser feliz de véspera ... ?

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

27/09/2007

Hoje eu só queria que você estivesse aqui - por segundos que fossem ... seriam os melhores da minha vida. Hoje eu só queria te dizer novamente que adoro picolé de uva. E que aqueles 11 anos foram os melhores.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

E de repente o mistério acontece. Como se nos deparássemos com alguém que não conhecemos mas que é parte de nós. Vamos mergulhando devagar neste ser que ora nos invade ora nos foge. Melhor ir fazendo sem pensar muito no depois ... ou no antes. Melhor viver do que se preparar muito para a vida. Há sempre o primeiro dia. Viagem sem fim, sem garantia de retorno. Aí não é mais possível fingir que nada aconteceu, pois tudo acontece sem haver nada de novo.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

tenho uma amiga que diz que a plasticidade da vida a impressiona porque sai por aí, cicatrizando feridas e refazendo caminhos onde as rotas principais foram destruídas. Pois é ... sempre é tempo.

domingo, 16 de setembro de 2007

Paris ...


quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Como será o amanhã?

Tantas coisas acontecendo ...
E eu aqui esperando tudo passar

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Teus peixinhos


11 de Setembro

Perugia - Itália, as torres caindo e nós ali.

domingo, 9 de setembro de 2007

De uma amiga ...
"Desapegar é deixar de ter expectativas em relação aos outros. Que, como nós, são feitos de equívocos, enganos, erros. Vc tb deve ter cometido erros, equívocos e enganos. O primeiro passo para aceitá-los nos outros é aceitá-los em nós mesmas como parte da nossa condição humana. Produz menos sofrimento em todo mundo."

Queria saber escrever assim ...

Passagem

"Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente viu há um segundo
Tudo passa
Tudo sempre passará ..."

(Lulu Santos)